O Plano e Orçamento do Município de Santa Cruz da Graciosa para 2026, foi aprovado na última reunião de Câmara, com 3 votos a favor do PSD e 2 abstenções do PS.
A proposta de orçamento para o próximo ano é de 6 milhões e 850 mil euros, dos quais 2 milhões e 265 mil euros dizem respeito a despesa de capital (investimento).
De acordo com as explicações do Presidente da Câmara, o Plano e Orçamento foi elaborado mantendo o equilibrio financeiro da autarquia, de modo a garantir salários e pagamentos aos fornecedores dentro dos prazos.
António Reis sublinha que os principais investimentos previstos para 2026 serão a substituição da rede de águas no Caminho da Igreja (Guadalupe), bem como a pavimentaçao das canadas do Meio Moio, Trás do Pico e Amarelos, impulsionando também a incubadora de empresas e mantendo a colaboração com as entidades e associações locais.
Por outro lado, o executivo pretende lançar novamente, no início do ano, os concursos da construção da Marina da Barra e da remodelação da Escola de Guadalupe.
A Proposta do Plano e Orçamento será apreciada e votada na Assembleia Municipal que reúne na próxima segunda-feira, 29 de dezembro.
VOTO DA OPOSIÇÃO
Os vereadores do PS entendem que "os documentos apresentados não concretizam vários investimentos que entendemos ser prioritários para o desenvolvimento da ilha Graciosa".
Na opinião de Paulo Cunha e Ricardo Ramalho, "o executivo municipal vai continuar a adiar obras e investimentos e a fazer pouco mais do que a gestão corrente da autarquia devido à falta de estratégia para impulsionar o desenvolvimento do nosso concelho".
"No nosso entender, é imperioso planificar e adotar estratégias para captar investimento externo e aproveitar ao máximo os fundos comunitários disponíveis para contrariar o processo de estagnação económica e a desertificação humana que se assiste na ilha", acrescentam.
Os vereadores socialistas constatam também "que as verbas dos apoios comunitários são quase insignificantes, situação que comprova a falta de ambição e dinamismo deste executivo na captação de fundos comunitários para a nossa ilha".
"O exemplo mais flagrante, da falta de ambição do executivo municipal, é o prometido investimento na Habitação e nos Bairros Municipais, através da operacionalização da Estratégia Local de Habitação que previa inicialmente um investimento de 28 milhões de euros com recurso a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Em 2026, último ano para executar o PRR, está apenas orçamentado um investimento de pouco mais de 23 mil euros na operacionalização da estratégia habitacional", alertam.
"A construção de um Aquaparque, que no próximo ano tem prevista, novamente, uma verba de dez mil euros não devia ser uma prioridade. Prioritário, na nossa opinião, deve ser a aposta na melhoria das zonas balneares naturais existentes", concluem Paulo Cunha e Ricardo Ramalho, optando, no entanto, pela abstenção, garantindo "que o atual executivo municipal tenha todas as condições para governar o Município no próximo ano".
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