"Na reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Santa Cruz da Graciosa, realizada ontem, 29 de dezembro, os Deputados Municipais do Partido Socialista foram bastante interventivos e focaram-se em vários aspetos fundamentais para a vida dos graciosenses, no que concerne a ação camarária do atual executivo, relativamente aos diferentes pontos da ordem do dia", começa por referir a nota da bancada socialista.
Assim, no ponto um, "Liquidação de Empréstimos", Teresa Reis foi porta-voz da opinião do grupo do PS, referindo que "a opção pelo pagamento integral de dívida bancária de 536 mil euros, num momento de carências sociais profundas, reflete uma gestão sem ambição e sem visão estratégica, em vez de se utilizar essa quantia para investir na habitação, levar a sério as promessas de combate à degradação dos bairros sociais, à fixação de populações e aplicar um projeto estruturante de reabilitação urbana, melhorando a vida de muitas famílias graciosenses e criando dinamismo económico".
No ponto dois, "Orçamento 2026 e Grandes Opções do Plano 2026/2030", o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz, Tiago Correia, pediu esclarecimento sobre os seguintes assuntos: "para quando e em que terreno será feita a ampliação do Cemitério de Santa Cruz; para quando a reabilitação do antigo edifício da EDA na Barra e o que este executivo camarário pretende para aquele; que intervenções se vão realizar nas habitações degradadas, uma vez que os apoios para esta rúbrica são de baixo orçamento neste plano; Tiago Correia apelou, ainda, para a necessidade de se intervir na cobertura da bancada do Campo Municipal de Santa Cruz da Graciosa e de se recuperar a cobertura do pavilhão municipal. Pediu, também, esclarecimentos sobre o Campo de Padel e o Skate Park, previstos neste orçamento, onde se vão localizar os mesmos. Por fim, alertou para a necessidade de se substituir os hidrantes para exteriores, em vários pontos da ilha, e de se intervir na Canada Atrás do Pico, nas Fontes".
Ainda neste ponto, acresenta areferida nota "Lizete Albuquerque insistiu no tema da habitação, questionando para quando ações concretas nas habitações unifamiliares degradadas de famílias carenciadas e nas habitações dos bairros sociais da Câmara Municipal. Referiu, ainda, não ver espelhado neste orçamento uma remodelação da empresa de transportes coletivos da ilha Graciosa, sendo uma empresa maioritariamente municipal, quer ao nível das suas instalações, quer ao nível de alocação de pessoal para trabalho administrativo, assim como nada se prevê para melhoria da frota de autocarros. Na rúbrica da promoção da ilha, Lizete Albuquerque sugeriu que a Câmara Municipal investisse em mercados internacionais, levando a ilha mais além-fronteiras, para outro tipo de feiras de promoção turística. Por fim, questionou se a Câmara já tem previsto a compra de um espaço que sirva para a melhoria da circulação do trânsito escolar, junto à EB1/JI de Santa Cruz e, ainda, em que ponto de situação está o processo do Plano Diretor Municipal (PDM)".
No ponto três,"Empreitada de Remodelação e Ampliação da Escola Primária de Guadalupe - Assunção de Compromissos", "Helena Pacheco interveio com várias questões: que medidas e prazos estão definidos para reformular e republicar o concurso desta empreitada, uma vez que este já havia sido aprovado no orçamento para 2025, no valor de 413 913 52euros; quais as garantias de que o novo orçamento refletirá os custos reais do mercado; se existe um plano diretor ou cronograma que defina as prioridades e estado de todos os edifícios escolares do concelho; se o atraso na execução deste projeto da escola de Guadalupe está a comprometer o planeamento e orçamentação nas restantes escolas. Helena Pacheco, alertou, ainda, para a existência de um aviso de abertura do Açores 20/30, com 5,5 milhões de euros, desta forma, por que razão a Câmara Municipal optou por um concurso com financiamento próprio, em vez de preparar uma candidatura a estes fundos europeus e se este executivo tem projetos prontos para outras escolas e para o estacionamento da Escola Primária de Santa Cruz, que pudessem recorrer a esses fundos".
"Jorge Cunha apresentou a declaração de voto, referindo, na mesma, que o PS assumiu uma posição de responsabilidade institucional na abstenção dos dois primeiros pontos, uma vez que estes refletem uma falta de rigor e ambição, uma continuada ausência de execução e uma falta de visão estratégica, perante carências sociais graves", disse na declaração de voto.
"Pelo contrário, assistimos continuamente à presença em orçamento do projeto para um aquaparque, que aparece pela quinta vez, e, mesmo assim, sem qualquer evolução. Jorge Cunha salientou, ainda, que o PS espera que o obra de execução na Escola de Guadalupe avance mesmo e que intervenções nos outros edifícios do parque escolar de ilha não fiquem no silêncio, lamentando-se o não aproveitamento dos fundos do PO2030", acresenta.
"Por fim, sublinhou a grande falha deste executivo camarário no acesso aos fundos do PRR, que seriam uma grande oportunidade de resolução dos problemas graves de habitação na nossa ilha", conclui.

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