O líder parlamentar do PSD/Açores, João Bruto da Costa, defendeu hoje que a relevância estratégica dos Açores para o Ocidente deve traduzir-se em benefícios concretos para a população, lembrando que os países democráticos necessitam da Região.
“A Europa precisa dos Açores. A Aliança Atlântica precisa dos Açores. As democracias ocidentais necessitam desta plataforma no meio do Atlântico”, afirmou, sublinhando, contudo, que “os açorianos precisam que essa importância vá além de meras palavras ou de discursos de ocasião”.
João Bruto da Costa, que discursava na cerimónia comemorativa do Dia da Região, em Ponta Delgada, lembrou que “a mesma geografia que nos condiciona é aquela que nos torna estratégicos”.
O deputado social-democrata salientou que os Açores se afirmam como “uma dimensão atlântica relevante e um ponto de encontro de interesses geopolíticos fundamentais”, assumindo “uma posição estratégica que importa valorizar politicamente, num enquadramento internacional marcado por crescentes tensões e fragmentação”.
Para o líder parlamentar do PSD/Açores, o “desafio político central” do momento “passa por transformar esse valor estratégico em benefício concreto para os açorianos”.
“Os açorianos precisam que a importância dos Açores para o Ocidente se traduza em investimento, conectividade e coesão. Em suma, a relevância estratégica dos Açores para o mundo ocidental tem de traduzir-se numa compensação justa”, afirmou.
João Bruto da Costa assinalou também o caminho percorrido com a Autonomia, sustentando que esta “não foi uma concessão, mas uma afirmação de identidade e de confiança entre os açorianos e a República”.
“Hoje podemos afirmar, com serenidade, que essa confiança foi bem exercida. Em meio século construímos instituições sólidas, afirmámos competências e desenvolvemos políticas públicas com impacto concreto na vida das pessoas”, sublinhou.
Por outro lado, o líder da bancada parlamentar social-democrata advogou que a Autonomia “não fragmenta o país, antes o reforça”, considerando-a uma verdadeira expressão de “inteligência territorial”.
No entanto, alertou que a celebração da efeméride impõe também realismo e exigência política, uma vez que “a Autonomia não eliminou a ultraperiferia, ajudou a geri-la melhor, mas os custos do isolamento, da mobilidade e da continuidade territorial continuam a existir”.
João Bruto da Costa apontou ainda “as desigualdades no acesso a serviços e a dependência de cadeias logísticas como desafios persistentes que exigem respostas políticas mais robustas”.
Nesse sentido, o deputado do PSD/Açores defendeu “a necessidade de uma atualização da Autonomia, baseada em maior ambição e exigência”, reiterando que o aproveitamento do valor estratégico da Região deve estar ao serviço da população.
A Juventude mereceu igualmente destaque no seu discurso, acentuando que “quando um jovem sente que tem de partir à procura de uma oportunidade, isso lembra-nos que a Autonomia não é uma tarefa acabada”.
“Ser açoriano não é uma limitação. É uma identidade, uma responsabilidade e uma posição estratégica que devemos continuar a afirmar com confiança e determinação”, concluiu o líder da bancada social-democrata.
Fonte: PSD Açores

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