PARLAMENTO | "Soberania do Atlântico Norte deve depender da vontade do povo dos Açores", defende João Costa




O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores João Bruto da Costa afirmou que “a soberania do Atlântico Norte deve assentar, em primeiro lugar, na vontade do povo açoriano”, defendendo “uma valorização efetiva do contributo da Região para Portugal, a Europa e o Mundo”.

O parlamentar social-democrata interveio na sequência da declaração do Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, a propósito da celebração do Dia de Portugal, em que defendeu o “reconhecimento da importância geopolítica e geoeconómica” da Região.

João Bruto da Costa sublinhou que a gestão desta plataforma atlântica e da zona económica exclusiva deve refletir “a vontade do povo dos Açores, as suas reivindicações e exigências e a pertença deste Atlântico a estas ilhas”.

Para o líder parlamentar do PSD/Açores, “o nosso mar é o nosso quintal”, devendo os açorianos assumir um papel central nas decisões sobre o seu futuro, afirmando que “no nosso quintal, devemos ser nós os primeiros a ter a oportunidade de dizer aquilo que queremos para o nosso futuro e para o futuro do nosso povo”.

O deputado social-democrata valorizou ainda as declarações do Presidente do Governo Regional, considerando que foi “feliz quando exaltou a nossa condição arquipelágica e atlântica”, reforçando a necessidade de afirmar este princípio como base da intervenção política.

Nesse sentido, o líder da bancada do PSD advertiu que os Açores “não podem deixar de receber a compensação justa por essa presença e essa soberania no nosso mar e no Atlântico Norte”.

Por outro lado, advogou a necessidade de ir além do discurso político, insistindo que se impõe “ir além das palavras”, para garantir que os açorianos sintam “reconhecimento e valorização por aquilo que dão a mais à Europa, ao mundo e a Portugal nesta soberania atlântica”.

A seu ver, trata-se de uma permuta que classificou “como essencial à democracia e ao modo de vida ocidental”.

Num contexto internacional marcado por novos desafios, João Bruto da Costa realçou que os Açores assumem hoje uma centralidade estratégica, chegando mesmo a considerar que a Região pode ser vista como “o centro do Mundo”.

No seu entender, será pelo Atlântico que passarão “grande parte das futuras relações internacionais”, constituindo os Açores “um ponto-chave nessa dinâmica global”.

Recordando os 50 anos de autonomia, João Bruto da Costa reiterou que “a autonomia não fragmenta, ela une e fortalece, princípio este que deve ser cada vez mais afirmado".

Por fim, elogiou o Presidente do Governo Regional por sublinhar “a importância de passar das palavras aos atos e de assegurar o reconhecimento devido aos Açores”.


Fonte: PSD Açores










Comentários