HOMICÍDIO PROVADO | Tribunal condena graciosenses a 21 e 18 anos de prisão efetiva

 




SOM ANTENA 1



O Tribunal de Angra do Heroísmo condenou, esta tarde, uma mulher e um homem com pena de prisão de 21 e 18 anos, respetivamente, por homicídio qualificado na forma consumada.

O crime investigado pela Polícia Judiciária e que o Tribunal deu como provado, ocorreu na Terceira a 16 de agosto de 2024. A vítima é um homem de 54 anos que vivia em Angra com a mulher, ambos naturais da Graciosa, devido aos tratamentos de hemodiálise. 

De acordo com a Antena 1 Açores, que assistiu à leitura do acordão, o crime foi planeado e executado pela mulher de 45 anos e por um primo afastado de 37 anos.

Segundo a sentença, a mulher combinou pagar 10 mil euros ao primo. 

A defesa alegou homicídio privilegiado com pena até 5 anos, "porque o feitio da vítima não era dos melhores", mas o coletivo de juízes deu como provado "um crime que revelou desprezo e sentimento de vingança".

Recorde-se que a morte foi, inicialmente, atribuída a causas naturais, "dado os problemas de saúde, nomeadamente insuficiência renal”. No entanto, após a exumação do cadáver, em março de 2025, no cemitério de São Mateus, "os exames forenses confirmaram que a vítima tinha sido assassinada através de estrangulamento".

Ainda segundo a sentença, "foi o arguido que contou o crime num café".

A arguida foi condenada a 21 anos de pena efetiva e o arguido a 18 anos e seis meses.

Os arguidos permanecem em prisão preventiva, enquanto "a defesa deverá recorrer da decisão", apurou ainda a Antena 1 Açores.





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